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Strauss-Kahn é solto após fiança de US$ 1 milhão

O ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, pagou nesta quinta-feira uma fiança de um milhão de dólares para sair da cadeia, após ser acusado de agressão sexual contra uma camareira de um hotel de Nova York.O juiz Michae

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O ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, pagou nesta quinta-feira uma fiança de um milhão de dólares para sair da cadeia, após ser acusado de agressão sexual contra uma camareira de um hotel de Nova York.

O juiz Michael Obus concordou em libertar Strauss-Kahn da conhecida penitenciária de Rikers Island em troca de uma fiança de US$ 1 milhão, de uma caução de 5 milhões, da entrega de todos os documentos de viagem e da permanência em prisão domiciliar.

Strauss-Kahn carregará uma pulseira eletrônica, será monitorado em um apartamento de Manhattan 24 horas por dia, sete dias por semana, por equipamento de vigilância de vídeo, e terá pelo menos um guarda armado acompanhando-o a todo momento, acrescentou o juiz.

O ex-diretor-gerente do FMI ainda passará esta noite na prisão, antes de que seus advogados possam pagar, na sexta-feira, a fiança milionária.

Strauss-Kahn foi denunciado formalmente hoje por sete acusações, entre elas agressão sexual e tentativa de estupro, segundo o promotor Cyrus Vance.

"Ontem (quarta-feira), um Grande Júri estudou as provas proporcionadas pela promotoria e determinou que eram suficientes para denunciá-lo e levá-lo a julgamento", disse Vance, após a audiência em um tribunal de Manhattan que lhe concedeu a liberdade sob fiança.

Vance destacou que a denúncia inclui acusações de tentativa de estupro, cárcere privado e manipulação não consentida, entre outras. "São acusações extremamente sérias".

Se for condenado por todas as acusações, Strauss-Kahn pode pegar até 74 anos de prisão.

O ex-diretor do FMI se apresentará de novo à Justiça de Nova York em 6 de junho, para uma audiência na qual poderá se declarar inocente das acusações.

A promotoria e a defesa terão cerca de duas semanas e meia para trabalhar em suas respectivas alegações antes da próxima apresentação.

"É um grande alívio", disse o advogado William Taylor sobre a libertação de Strauss-Kahn. A situação "agora é muito melhor do que quando começamos".

Na audiência estiveram presentes a mulher de Strauss-Kahn, Anne Sinclair, e sua filha Camille, que chorou.

Strauss-Kahn renunciou na véspera ao cargo de diretor-gerente do FMI, mas reafirmou que não atacou sexualmente uma funcionária de um hotel de Nova York.

"É com infinita tristeza que hoje me sinto obrigado a apresentar ao Conselho Administrativo minha renúncia ao posto de diretor-gerente do FMI".

"Quero dizer que nego, com a maior firmeza possível, todas as acusações que me fizeram", destacou Strauss-Kahn na prisão de Rikers Island.

A suposta vítima, uma camareira, testemunhou na quarta-feira a um Grande Juri sobre o ataque do sábado passado. Segundo ela, a agressão sexual aconteceu quando entrou no quarto de Strauss-Kahn no luxuoso hotel Sofitel.

A defesa de Strauss-Kahn deve alegar que a camareira consentiu com a relação sexual. (AFP)

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