A nuvem de cinzas do vulcão chileno Puyehue-Caulle avança para a região da Patagônia, na Argentina. Cidades da província de Chubut, Trelew e Puerto Madryn, na costa atlântica, estão a quase 900 quilômetros do complexo vulcânico e registram baixa visibilidade.
Os moradores dos municípios foram orientados a não sair de casa e o transporte público entre as duas cidades também foi interrompido. Também houve recomendação para que turistas deixem a região.
O vulcão Puyehue entrou em erupção neste sábado e grandes nuvens de fumaça foram vistas de longe. As cinzas chegaram até a cidade de San Carlos de Bariloche (Bariloche), a 90 quilômetros de distância, e Villa Angostura, a 45 quilômetros do epicentro do fenômeno.
“Podemos dizer que é uma situação de emergência, mas que estamos tomando todas as precauções necessárias. As aulas e os voos, por exemplo, foram suspensos até que tudo volte à normalidade”, afirmou.
As autoridades chilenas decretaram alerta vermelho, nível 6, na região do vulcão no Sul do Chile e de Bariloche. O subsecretário do Ministério do Interior do Chile, Rodrigo Ubilla, e o diretor nacional do Escritório Nacional de Emergência (Onemi, na sigla em espanhol), Vicente Nunez, analisam a possibilidade de retirar os moradores da área. Também fizeram apelos para que os turistas deixassem o local.
Precaução
Na sexta-feira, cerca de 3,5 mil pessoas foram retiradas da região onde fica o vulcão. A erupção, de acordo com as autoridades chilenas, foi acompanhada por “dezenas de tremores de terra” por hora. O movimento causado pelos terremotos poderia ter tornado o vulcão mais ativo, de acordo com a imprensa chilena.
O ministro de Mineração do Chile, Laurence Golborne, disse que a fumaça de gases vulcânicos tem uma altura de dez quilômetros e uma largura de cinco quilômetros. A última erupção do vulcão Pueyhue ocorreu em 1960. Em 2008, outro vulcão chileno, Chaitén, também no Sul do país, entrou em erupção, derramando igualmente cinzas na própria localidade e nas vizinhas províncias argentinas da Patagônia.
A ministra do Desenvolvimento Social da Argentina, Alicia Kirchner, determinou o envio para a região de Bariloche de quatro sistemas de tratamento de água, dez caminhões com carregamentos de cobertores, colchões e itens necessários para essa emergência. O vice-ministro do Desenvolvimento Social da Argentina, Sergio Berni, disse que vai monitorar o fenômeno das cinzas.
Por determinação da presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, o Ministério da Saúde do país irá distribuir 20 mil máscaras e colírios para quem está na região Sul do Chile, na fronteira argentina. De acordo com relatos, alguns moradores ficaram aterrorizados e usaram os supermercados e as estações como abrigos.
(eBAND)
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