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Inglaterra pede que seus cidadãos saiam da Síria

A Inglaterra pediu a seus cidadãos em passagem pela Síria que deixem o país imediatamente. O alerta foi emitido no mesmo dia em que o exército sírio, buscando pôr fim à oposição ao regime, expandiu suas operações no noroeste do país, nas proximidades da f

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A Inglaterra pediu a seus cidadãos em passagem pela Síria que deixem o país imediatamente. O alerta foi emitido no mesmo dia em que o exército sírio, buscando pôr fim à oposição ao regime, expandiu suas operações no noroeste do país, nas proximidades da fronteira com a Turquia.

"Os cidadãos britânicos devem partir imediatamente aproveitando que os voos comerciais ainda operam normalmente", recomendou em um comunicado o Ministério das Relações Exteriores.

Os Estados Unidos e a União Europeia continuam seus esforços para aumentar a pressão sobre o presidente sírio. A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, considerou que as mudanças na Síria são inevitáveis.

De acordo com um militante dos direitos humanos, o exército sírio, com o apoio de tanques, invadiu neste sábado o povoado de Bdama, estendendo assim suas operações na província de Idleb (noroeste do país), palco de manifestações contra o regime.

A região, que fica na fronteira com a Turquia, se localiza a poucos quilômetros da cidade de Jisr al Shugur, abandonada pelos seus moradores desde a intervenção do exército na semana passada.

Pelo menos seis tanques e 15 veículos de transporte de tropas entraram no povoado de Badma, contou Rahman pelo telefone à AFP.

Ele disse que oficiais também faziam parte do comboio e que "foram ouvidos intensos disparos no povoado" quando da chegada das tropas.

Com o avanço do exército, os sírios continuam fugindo para a Turquia e expressam seu terror diante das atrocidades dos soldados. Há mais de 10 mil refugiados no país, sendo que outros milhares ainda se aglomeram na fronteira.

Apesar da forte repressão, dezenas de milhares de sírios realizaram um protesto na sexta-feira em resposta à convocação dos militantes partidários da democracia que, como em todas as sextas-feiras, convocam a população a sair às ruas após a oração muçulmana em luta contra o regime.

Um dos protestos mais importantes ocorreu em Hama, no norte do país, que reuniu cerca de 100 mil pessoas, de acordo com Abdel Rahman.

O Comitê Local de Coordenação, uma organização não governamental síria que coordena os militantes e organiza as manifestações, disse que as forças do Governo abriram fogo contra os manifestantes, matando 19 pessoas.

A "brutalidade" do regime pode permitir que Assad "adie a mudança que deve ser feita na Síria, mas não revertê-la", escreveu Hillary Clinton em um artigo de opinião publicado no jornal árabe Asharq Al Awsat. No entanto, "não há como voltar atrás", acrescentou a secretária norte-americana no periódico, que é publicado em Londres, em um comunicado traduzido pelo Departamento de Estado.

(Eband)

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