A Noruega amanheceu de luto neste sábado (23), pelos 92 mortos nos dois ataques de sexta-feira em Oslo, segundo novo balanço, ainda provisório, divulgado pela polícia.
Pelo menos 85 pessoas morreram no ataque a tiros em meio a uma reunião de jovens trabalhistas na ilha de Utoeya, perto de Oslo, e outros sete na explosão de uma bomba no bairro dos ministérios, na capital norueguesa.
Os atentados estão sendo considerados a maior matança na Europa desde os de 11 de março de 2004 em Madri, quando morreram 191 pessoas.
Ainda segundo a polícia, o suspeito desses atos é um "fundamentalista cristão", de 32 anos, que está sendo interrogado neste sábado e que foi identificado pela imprensa norueguesa como Anders Behring Breivik.
O primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, qualificou de "tragédia nacional" o duplo atentado. "Nosso país jamais havia sido afetado por um crime desta magnitude desde a Segunda Guerra Mundial", declarou Stoltenberg durante entrevista à imprensa.
"É um pesadelo", afirmou, referindo-se "ao medo, ao sangue e à morte" que enfrentaram os jovens.
Os ataques
Nesta sexta-feira, a Noruega foi abalada por uma forte explosão perto da sede do governo em Oslo, que danificou edifícios onde funcionam instituições do governo e também o escritório do primeiro-ministro. O segundo ataque foi um tiroteio em uma colônia de férias do Partido Trabalhista, que está no poder. No local acontece um encontro da juventude do Partido Trabalhista.
A polícia deteve um homem de nacionalidade norueguesa suspeito de participar das duas ações, e segundo o canal TV2, Local. De acordo com as autoridades locais, o suspeito é uma pessoa ligada a movimentos de extrema direita.
(BAND)
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