A camareira que acusou o ex-diretor-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, de tentativa de estupro deu entrevista pela primeira vez a uma TV americana. A guineana descreveu o ex-líder do FMI como um “homem louco”, que tentou agarrá-la a força na suíte de um hotel de luxo em Nova York, há dois meses.
A mulher afirmou que resolveu falar porque está sendo acusada de falso testemunho. Durante a entrevista, ela disse que Strauss-Kahn não pode se esconder atrás do poder e pediu justiça no seu caso.
O ex-diretor responde o processo em liberdade, pois a promotoria colocou em dúvida o depoimento da camareira. Em uma semana ele deve voltar à corte em Nova York para a segunda audiência sobre as sete denúncias de tentativa de estupro e agressão sexual.
Uma entrevista com a camareira foi publicada pela revista Newsweek. À publicação ela afirmou: "Por sua culpa me chamam de prostituta”. A camareira disse ainda que quer que “ele vá para a prisão. Quero que ele vá para algum lugar onde não se possa usar o poder nem o dinheiro", disse.
Críticas
Os advogados de Strauss-Kahn disseram neste domingo (24) que a suposta vítima está tentando "inflamar a opinião pública" com estas entrevistas e criticaram os advogados da acusadora. "Este comportamento por parte dos advogados não é profissional e viola as regras fundamentais do comportamento profissional", afirmaram em um comunicado. (eBand)
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