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Na Espanha, Bento XVI volta a defender celibato

O papa Bento XVI insistiu na manutenção do celibato para os sacerdotes, ao celebrar missa para cerca de seis mil seminaristas, ontem, no terceiro dia de sua viagem a Madri, onde participa da 26.ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ). "Como seminaristas,

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O papa Bento XVI insistiu na manutenção do celibato para os sacerdotes, ao celebrar missa para cerca de seis mil seminaristas, ontem, no terceiro dia de sua viagem a Madri, onde participa da 26.ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

"Como seminaristas, estais a caminho para uma meta santa: ser continuadores da missão que Cristo recebeu do Pai", afirmou o papa, antes de aconselhar os futuros padres a se colocarem totalmente à disposição de Jesus Cristo e abraçar o celibato pelo Reino dos Céus.

Após a celebração, Bento XVI conversou por alguns minutos com Mariano Rajoy Brey, presidente do Partido Popular, conservador, maior partido de oposição ao governo. Na véspera, o papa se encontrou com o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), chefe do governo.

No Parque do Retiro, onde 200 confessionários foram montados para atender os peregrinos, Bento XVI ouviu em confissão, durante 30 minutos, quatro jovens - dois rapazes e duas moças - sorteados com base em seus idiomas: francês, alemão e espanhol.

Depois de almoçar, na sede do arcebispado, com 50 jovens, o papa passou algumas horas de repouso, preparando-se para o programa da noite, uma vigília de oração na base aérea de Quatro Ventos, a oito quilômetros de Madri, onde eram esperadas, segundo a organização da JMJ, mais de 1 milhão de pessoas,

Milhares dos participantes deveriam passar a noite em Quatro Ventos, aguardando a Missa do Envio, às 9h30 de hoje, sob temperatura prevista de 37 graus.

Bento XVI anunciará oficialmente, no fim da missa, o local da próxima JMJ, em 2013. A cidade escolhida será o Rio de Janeiro, como já foi confirmado pelo Vaticano (mais informações nesta página).

O governo espanhol prometeu apurar quem foram os responsáveis pelos atos de violência na quinta-feira, quando a polícia reprimiu uma manifestação de jovens contrários à visita de Bento XVI. Cerca de mil jovens protestaram contra os gastos com a JMJ, que teria custado 100 milhões. A organização afirma que os gastos somam 50 milhões e 80% desse total estão sendo pagos pelos participantes. (AE)

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