As facções palestinas da Faixa de Gaza acertaram um novo acordo de cessar-fogo no conflito com Israel, após vários dias de violência, informou à AFP um alto responsável do grupo radical Jihad Islâmica na madrugada desta sexta-feira. A medida entrou em vigor à meia-noite local (19H00 Brasília), revelou o dirigente palestino Nasiz Azzam.
"Os dirigentes egípcios fizeram muitos esforços para restabelecer o cessar-fogo", destacou o responsável da Jihad Islâmica, organização que disparou foguetes contra Israel nos últimos dias.
Um porta-voz do governo do movimento islâmico Hamas, no poder na Faixa de Gaza, confirmou à AFP a instalação de um cessar-fogo que foi comunicado "a nossos irmãos egípcios e às Nações Unidas".
"O governo do Hamas apela a todas as facções da resistência palestina a dar uma última chance aos israelenses para deter sua agressão", disse um membro do bureau político do Hamas, Salah Al-Bardawil.
As principais facções palestinas em Gaza já haviam adotado um "acordo informal" de cessar-fogo no domingo passado, mas a trégua durou pouco.
O ministro israelense dos serviços de Inteligência, Dan Meridor, afirmou que seu país está disposto a aceitar a trégua: "não romperemos a calma, desde que o outro lado faça sua parte, mas não vamos esperar que atirem em nós e que gente morra para agir".
A aviação israelense matou dois palestinos na noite de hoje em um ataque contra o campo de refugiados de Jabaliya, no norte da cidade de Gaza.
Os dois homens - combatentes armados, circulavam em uma motocicleta no campo de refugiados quando foram atingidos por disparos da aviação israelense.
Uma porta-voz militar de Israel não confirmou ou desmentiu o ataque, mas informou o lançamento de um míssil contra a rodoviária de Erez, no limite da Faixa de Gaza e Israel, "que provocou cortes de eletricidade, mas não deixou vítimas".
Nas últimas 24 horas, os ataques aéreos israelenses mataram nove palestinos, entre eles dois membros da Jihad Islâmica, e feriram outros 30, segundo o porta-voz dos serviços de emergência de Gaza, Adam Abu Selmiya.
No mesmo período, os grupos armados de Gaza dispararam 19 foguetes e tiros de morteiro contra o sul de Israel, causando apenas ferimentos leves em uma criança e danos materiais.
A nova onda de violência ocorre após uma série de ataques contra a região de Eilat, no sul de Israel, que matou oito israelenses no dia 18 de agosto. (eBand)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar