Os corpos de ao menos 80 pessoas foram encontrados, nesta sexta-feira (26), em um hospital da zona sul de Trípoli. Fontes afirmam que elas morreram por falta de cuidados médicos.
Na manhã de hoje, uma equipe da Cruz Vermelha conseguiu retirar os últimos 17 pacientes vivos, incluindo uma criança, e transportá-las para outras clínicas da capital líbia.
Os corpos estavam em decomposição em um edifício do bairro de Abu Salim, controlado pelas forças leais ao coronel Muammar Kadhafi, entre sábado e quinta-feira. Franco-atiradores impediram a aproximação de qualquer pessoa do hospital.
Os enfermos aguardaram por cuidados médicos durante dias em meio a um forte odor de decomposição, enquanto os corredores estavam banhados de sangue. Por falta de espaço no necrotério, os corpos foram levados para quartos anexos.
"É um desastre. Não existem medicamentos no hospital, nem equipes médicas. Todos foram embora por medo dos atiradores", explicou Mohamed Yunes, estudante de Odontologia que atuava como enfermeiro.
Rebeldes
Os rebeldes líbios anunciaram a transferência do seu Comitê Executivo, o equivalente ao governo do movimento, de Benghazi para Trípoli, animados com a decisão da ONU de liberar nos próximos dias US$ 1,5 bilhão de fundos bloqueados.
Segundo Tahuni, o líder do CNT, Mustafah Abdeljalil, chegará a Trípoli o mais rápido possível, assim que a situação de segurança permitir.
O CNT foi constituído no início de março em Benghazi, depois da revolta em meados de fevereiro contra o regime do coronel Muamar Kadhafi nessa cidade do leste líbio.
(BAND)
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