O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, ampliou o processo de evacuação da cidade, por causa do furacão Irene. As informações são do correspondente da Band nos Estados Unidos, Luiz Megale.
O número de pessoas que devem sair de Nova York subiu de 250 mil para 370 mil. Neste sábado, o furacão Irene atingiu a Carolina do Norte, logo depois provocar estragos em outros estados da costa leste norte-americana.
Segundo Megale, o número de pessoas nas ruas é cada vez menor. Os poucos que aparecem nas ruas estão à procura de suprimentos. O transporte público em Nova York começa a parar de funcionar ao meio dia, sendo totalmente interrompido por volta de 18h.
Irene
Verdadeiro "monstro", o Irene tem um diâmetro de cerca de 820 km, o equivalente a um terço do comprimento total da Costa leste americana (2.675 km), segundo estimativa da Nasa, feita a partir de satélites. É possível acompanhar o deslocamento do furacão por meio de uma ferramenta do Google.
Depois da passagem pela Carolina do Norte, no sudeste dos Estados Unidos, o furacão seguirá, debilitado mas com ventos de 140 a 150 km/h, para as cidades do nordeste como Washington, Nova York e Boston.
O relatório mais recente do NHC recomenda ao Canadá que monitore o furacão, que pode cruzar a fronteira.
Irene ameaça uma zona densamente povoada nos Estados Unidos, na qual moram 65 milhões de pessoas, onde podem ser registradas inundações repentinas, tempestades, cortes de energia e danos estruturais que podem representar prejuízos de até US$ 12 bilhões, segundo estimativas.
A situação provocou o cancelamento ou adiamento de centenas de voos para a costa leste dos Estados Unidos. O governo de Nova York decidiu fechar os aeroportos do Estado.
A medida afeta os aeroportos John F. Kennedy, LaGuardia e Newark. Companhias como Iberia, Lufthansa, Air France e British Airways cancelaram voos para Nova York e conexões para Boston e Filadélfia. A TAM também anunciou o cancelamento de várias partidas para os EUA.
Evacuação
"É uma questão de vida ou morte", declarou prefeito Michael Bloomberg, citando a forte possibilidade de inundações, subida das águas e ventos violentos. "Devemos nos preparar para o pior e esperar o melhor", acrescentou. Anteriormente, o correspondente da Band relatou desespero dos americanos para estocar alimentos.
O presidente Barack Obama, que aconselhou os americanos a "levar a sério a tormenta", que segundo ele pode ter proporções "históricas", interrompeu as férias em Massachusetts (nordeste) e retornou a Washington na sexta-feira à noite. (Band)
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