Ao menos duas pessoas morreram em incidentes relacionados com a passagem do furacão Irene na Carolina do Norte (sudeste dos Estados Unidos), horas após a chegada de fortes ventos ao Estado, neste sábado. Cerca de 300 mil pessoas estão sem energia elétrica na região, que também sofre com inundações.
"Um homem morreu no condado de Onslow ao sofrer um ataque cardíaco, quando tapava as janelas de casa com placas de compensado. Outro homem faleceu à noite quando seu carro deslizou e bateu em uma árvore", disse à AFP Tom Mather, porta-voz da agência de administração de emergências da Carolina do Norte.
Verdadeiro "monstro", o Irene tem um diâmetro de cerca de 820 km, o equivalente a um terço do comprimento total da Costa leste americana (2.675 km), segundo estimativa da Nasa, feita a partir de satélites. É possível acompanhar o deslocamento do furacão por meio de uma ferramenta do Google.
Desaparecido
Um homem é considerado desaparecido depois de passar por Wilmington, uma zona costeira. "Não está claro se saltou ou foi empurrado para o rio. As buscas foram interrompidas em consequência do tempo ruim", disse Michelle Harrell, porta-voz do serviço de emergências no condado de New Hanover, também na Carolina do Norte.
O furacão Irene tocou o solo na manhã deste sábado na costa da Carolina do Norte com ventos de 140 km/h, com um deslocamento para o norte da costa leste dos Estados Unidos a 24 km/h, ameaçando com chuvas torrenciais e ventos violentos grandes cidades como Washington, Nova York e Boston, entre outras cidades.
Nova York
O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, ampliou o processo de evacuação da cidade, por causa do furacão Irene. O número de pessoas que devem sair de Nova York subiu de 250 mil para 370 mil.
De acordo com o correspondente da Band nos Estados Unidos, Luiz Megale, o número de pessoas nas ruas é cada vez menor. Os poucos que aparecem nas ruas estão à procura de suprimentos. O transporte público em Nova York começa a parar de funcionar ao meio dia, sendo totalmente interrompido por volta de 18h. Anteriormente, o jornalista relatou desespero dos americanos para estocar alimentos.
Irene ameaça uma zona densamente povoada nos Estados Unidos, na qual moram 65 milhões de pessoas, onde podem ser registradas inundações repentinas, tempestades, cortes de energia e danos estruturais que podem representar prejuízos de até US$ 12 bilhões, segundo estimativas.
Voos
A situação provocou o cancelamento ou adiamento de centenas de voos para a costa leste dos Estados Unidos. O governo de Nova York decidiu fechar os aeroportos do Estado.
A medida afeta os aeroportos John F. Kennedy, LaGuardia e Newark. Companhias como Iberia, Lufthansa, Air France e British Airways cancelaram voos para Nova York e conexões para Boston e Filadélfia. A TAM também anunciou o cancelamento de várias partidas para os EUA.
O presidente Barack Obama, que aconselhou os americanos a "levar a sério a tormenta", que segundo ele pode ter proporções "históricas", interrompeu as férias em Massachusetts (nordeste) e retornou a Washington na sexta-feira à noite. (Band)
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