O furacão Irene foi rebaixado para a categoria de tempestade tropical neste domingo, pouco depois de chegar à cidade de Nova York. O NHC (Centro Nacional de Furacões), com sede em Miami, anunciou a mudança de status às 10h (de Brasília).
De acordo com o NHC, Irene continua sendo uma poderosa tormenta que já inundou áreas baixas de Manhattan e atinge Nova York com ventos de 104 km/h.
Até agora, o furacão Irene foi responsável por dez mortes. Entre as vítimas, está um menino de 11 anos, que foi atingido por uma árvore. Ao menos 3 milhões de pessoas foram diretamente afetadas pelo Irene no sábado.
Nova York
O primeiro furacão a afetar Nova York em muitos anos atingiu a cidade na madrugada de domingo (28), acompanhado de relâmpagos, registros de tornados e intensa chuva. O local virou uma 'cidade fantasma' e 370 mil pessoas foram aconselhadas a abandonar suas casas. Os transportes públicos interromperam os serviços.
Segundo o governo local, os arranha-céus de Manhattan não correm risco de sofrer danos graves, mas os cortes de energia elétrica podem interromper o serviço de água e os elevadores.
"O furacão se encontra finalmente sobre nós", disse o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, em uma entrevista coletiva na noite de sábado. "Não saiam às ruas, fiquem em suas casas ou nos refúgios", completou.
"Não é uma piada, sua vida pode estar em risco. Não esperem, depois será muito tarde. É necessário partir de imediato. É uma questão de vida ou morte".
As regiões afetadas pela evacuação obrigatória são o sul de Manhattan, partes do Queens, Brooklyn e Staten Island. É possível acompanhar o deslocamento do furacão por meio de uma ferramenta do Google.
Irene ameaça uma zona densamente povoada nos Estados Unidos, na qual moram 65 milhões de pessoas, onde podem ser registradas inundações repentinas, tempestades, cortes de energia e danos estruturais que podem representar prejuízos de até US$ 12 bilhões, segundo estimativas. (BAND)
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