Subiu para 18 o número de mortos em função do fenômeno Irene, que perdeu força e foi rebaixado a tempestade pós-tropical nos Estados Unios, informou o NHC (Centro Nacional de Furacões) nesta segunda-feira. No fim da noite de ontem, Irene registrava ventos de 85 km/h, o que significa que não tem mais o status de tempestade tropical, destacou o NHC, que tem sede em Miami.
O rebaixamento aconteceu pouco depois do Irene ter atingido o Canadá, após ter afetado o nordeste do Estados Unidos. Os mortos são de cinco Estados norte-americanos.
Mais tarde, os serviços de emergências de Nova York consideraram que a cidade já superou a tempestade tropical, apesar de alguns danos e inundações. "Atualmente é possível ver algo do céu", afirmou Joseph Bruno, comissário dos serviços de emergência da cidade, ao canal CNN.
Seis pessoas morreram na Carolina do Norte, três na Virginia, duas em Nova Jersey e uma em Connecticut, Flórida e Maryland. As vítimas faleceram em acidentes de trânsito, por ataque cardíaco ou em quedas de árvores, incluindo um menino de 11 anos atingido por uma árvore dentro de casa na Carolina do Norte. É possível acompanhar o deslocamento do furacão por meio de uma ferramenta do Google.
Nova York
Chuvas torrenciais e ventos fortes atingiram Manhattan e provocaram quedas de árvores e inundações em algumas ruas e subsolos, mas o Irene poupou Nova York neste domingo e seguiu seu caminho como tempestade tropical para o nordeste dos Estados Unidos.
Após uma inédita ordem de retirada obrigatória para 370 mil pessoas - não obedecida por alguns, que ficaram em suas casas - Nova York escapou quase ilesa do tão temido furacão - depois rebaixado a tempestade tropical -, o primeiro a ameaçar a cidade desde o Glória em 1985.
Foi em Coney Island e no Brooklyn que a água subiu às 8h45 locais (09h45 de Brasília), provocando caos nessa popular praia conhecida por seu parque de atrações, e Long Island, no nordeste do estado de Nova York, que experimentaram um pouco da fúria do Irene. (eBand)
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