O ministro japonês da Economia, Yoshio Hachiro, renunciou ao cargo neste sábado, após ter chamado de "cidade da morte" os arredores abandonados da central nuclear de Fukushima, onde um terremoto seguido de tsunami causou um vazamento radioativo em março de 2011.
Nomeado há apenas uma semana pelo novo primeiro-ministro de centro-esquerda, Yoshihiko Noda, Yoshio Hachiro vinha sendo objeto de violentas críticas por parte da oposição conservadora após a declaração.
Em entrevista à imprensa, Hachiro havia dito: "Infelizmente, não há nenhuma alma viva nas ruas vizinhas à central. Isto nos faz pensar numa cidade da morte".
Noda havia pedido a seu ministro que se desculpasse, e ele o fez imediatamente. No entando, as críticas continuaram e Hachiro pediu demissão, aceita pelo primeiro-ministro.
A renúncia enfraquece o governo do premier Noda, que recém substituiu Naoto Kan. O ex-primeiro ministro não foi aprovado pela opinião pública pela administração das consequências do tsunami de 11 de março, que deixou 20.000 mortos e desaparecidos, e o acidente nuclear de Fukushima.
Hachiro, da esquerda do PDJ (Partido Democrata do Japão), havia recebido a tarefa de pilotar a recuperação de uma economia em recessão e de enfrentar os novos desafios da política energética do país, privado atualmente de 80% de sua geração nuclear.
(Eband)
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