A União Europeia, preocupada pela "deterioração da situação humanitária" no Iêmen, convocou nesta segunda-feira o regime do presidente Ali Abdullah Saleh a iniciar de maneira urgente uma "transição política ordenada".
"A União Europeia segue muito preocupada pela dramática deterioração da situação humanitária, inclusive dos refugiados", afirma o comunicado divulgado em Luxemburgo após uma reunião dos 27 ministros das Relações Exteriores europeus.
A situação política está estagnada no Iêmen, onde Saleh voltou no dia 23 de setembro após mais de três meses de ausência. O presidente se encontrava na Arábia Saudita, onde foi tratado pelos ferimentos sofridos durante um ataque no dia 3 de junho contra seu palácio em Sanaa.
"Após o regresso do presidente Saleh, no dia 23 de setembro, a UE convoca o presidente a assinar o quanto antes e sem condições" o plano das monarquias árabes do Golfo para entregar o poder à oposição, afirmaram os chefes da diplomacia europeia.
"A situação humanitária agravou-se devido a este estancamento" político, segundo o comunicado.
O presidente iemenita disse no sábado que está disposto a sair do poder, embora com condições, o que foi rejeitado por seus opositores, que veem nisso uma manobra dilatória.
"Não quero o poder, e o abandonarei nos próximos dias", disse em um discurso transmitido pela imprensa oficial. Um movimento de protesto popular pede sua saída desde meados de janeiro.
O presidente iemenita, no poder há 33 anos, afirmou várias vezes que está disposto a transferir o poder e a assinar o plano das monarquias árabes do Golfo, mas até agora não cumpriu sua promessa.
(BAND)
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