A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, classificou nesta quarta-feira (12) o suposto complô iraniano para assassinar o embaixador saudita nos EUA como um "perigoso aumento" do patrocínio de Teerã, capital iraniana, a ações terroristas.
"Esse complô, por muita sorte impedido pelo excelente trabalho das forças de inteligência, é uma flagrante violação das leis internacionais e dos EUA e representa um perigoso aumento do uso de violência política e patrocínio do terrorismo, verificado há muito tempo por parte do governo iraniano", disse ela em audiência na Casa Branca.
No mesmo dia, fontes oficiais dos Estados Unidos afirmaram em condição de anonimato que é "bem provável" que o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, estivesse a par dos supostos planos para matar o embaixador saudita em Washington. Eles assumiram, no entanto, que esta suspeita está baseada em análise, e não em evidências.
As mesmas fontes informaram que o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, diferente do aiatolá, provavelmente não sabia do suposto plano de tirar a vida do embaixador Abdel al-Jubeir.
O aiatolá Ali Khamenei comanda também a Força Quds, unidade de elite responsável pelas operações internacionais da Guarda Revolucionária do Irã.
O príncipe Turki al-Faisal, ex-chefe do serviço de inteligência da Arábia Saudita, afirmou que são "esmagadoras" as evidências apontando que o Irã estava por trás de um complô para matar o embaixador saudita nos Estados Unidos.
Na terça-feira (11), os EUA acusaram o Irã de tentar assassinar o embaixador saudita em Washington, Adel al-Jubeir, mediante um complô que foi descoberto graças a um agente americano no México que se passou por traficante de drogas e teve contato com os supostos responsáveis pelo atentado frustrado.
O governo iraniano rechaçou as acusações.
Nesta quarta, a União Europeia (UE) advertiu que o Irã deve enfrentar "graves consequências" caso se confirmem as acusações.
A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, afirmou que o país vai consultar seus aliados a respeito de mecanismos para "isolar mais" o Irã após a descoberta do plano para assassinar o embaixador da Arábia Saudita em Washington.
Segundo ela, o objetivo é enviar uma "mensagem forte" ao Irã e "isolá-lo mais da comunidade internacional". Ela não deu detalhes.
A imprensa americana fala que os EUA poderiam batalhar por novas sanções ao Irã no âmbito do Conselho de Segurança da ONU, além de sanções unilaterais por parte de seus aliados.
"Consultaremos nossos amigos e aliados ao redor do mundo sobre como podemos enviar uma mensagem muito forte mostrando que esse tipo de ação, que viola as normas internacionais, deve terminar", disse a jornalistas.
Ainda na terça, o presidente americano, Barack Obama, telefonou ao embaixador da Arábia Saudita, Adel Al-Jubeir, para manifestar sua solidariedade diante da suposta conspiração de agentes iranianos para assassiná-lo, informou a Casa Branca. As informações são do G1. (DOL)
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