O governo japonês elogiou o resultado da reunião do G-20 (que reúne as nações mais industrializadas e as principais potências emergentes do mundo) realizada hoje em Paris, ao afirmar que o comunicado reflete as preocupações do grupo em relação ao valor do iene. Apesar disso, ainda não está claro se o comunicado poderia ter qualquer impacto de longo prazo na tendência de alta da moeda japonesa.
A linguagem para o câmbio usada no comunicado emitido após os dois dias de reunião dos ministros de Finanças do G-20 reiterou que "volatilidade em excesso e movimentos desordenados nas taxas de câmbio têm implicações adversas" para a economia e estabilidade financeira. Em um tom triunfante, o ministro de Finanças do Japão, Jun Azumi, afirmou à imprensa que acredita que o termo "implicações adversas" significa que o argumento usado pelo Japão foi totalmente aceito.
Azumi participou da reunião do G-20 em meio a incessantes pedidos de empresários japoneses e autoridades para que ele conquistasse apoio internacional para enfraquecer o iene, cujo fortalecimento ameaça a recuperação do Japão após o terremoto seguido de tsunami ter atingido o país em 11 de março. Além disso, se a moeda japonesa continuar a se apreciar as exportações ficam menos competitivas.
Após a tentativa sem sucesso do Japão durante os últimos meses para conquistar apoio global para medidas como intervenção no mercado de câmbio, Asumi provavelmente terá dificuldades para convencer os investidores em moedas que o restante do mundo está solidário agora com suas preocupações com o iene, o que poderia trazer de volta a ideia de intervenção. As informações são da Dow Jones. (Agência Estado)
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