A situação de isolamento internacional da ex-Birmânia persiste, mas Hillary afirma que os EUA estão dispostos a examinar cautelosamente cada passo que o país der, com objetivo de fazer perdurar as reformas políticas e econômicas que devem surgir.
"Ainda não chegamos ao ponto no qual podemos considerar levantar as sanções vigentes devido à nossa atual preocupação por políticas que devem ser radicalmente modificadas", declara a secretária de Estado americana Hillary Clinton, após reunião histórica com líderes de Mianmar.
A liberação de mais de 200 presos políticos, a suspensão de uma represa que seria financiada pela China e o início de discussões de paz entre o atual governo e grupos armados das minorias étnicas são ações que comprovam os esforços de mudanças feitos pelo país.
Os Estados Unidos, por sua vez, mostra-se disposto a construir relações através do diálogo que foi aberto com a ida de Hillary ao país asiático, quebrando um período de mais de meio século sem a ida de um representante diplomático norte-americano à Mianmar. Além disso, também convidou o país a se unir como observador a um programa americano de cooperação sobre a saúde e o meio ambiente no sudeste asiático.
Na quarta-feira, a filha do general Aung San, um herói da independência que foi assassinado, manifestou a esperança de que a viagem de Hillary contribua para "o progresso das reformas”.
As perspectivas para um estreitamento de relações é evidente, porém a secretária americana é franca ao afirmar que para que “melhores relações com os Estados Unidos só serão possíveis se o governo em sua totalidade respeitar o consenso internacional contra a proliferação das armas nucleares”. (Band)
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