Os policiais franceses que cercam o prédio no qual está Mohamed Merah, de 24 anos, principal suspeito de matar quatro pessoas em uma escola judaica, em Toulouse, na França, perderam o contato com ele. O cerco policial ao edifício entrou hoje no segundo dia. O ministro do Interior, Claude Guéant, disse "estranhar" que o suspeito não tenha se manifestado, mesmo depois de a polícia detonar explosivos nas janelas do apartamento.
Merah, que é de origem argelina, mas naturalizado francês, disse pertencer à rede terrorista Al Qaeda. Durante a madrugada, os policiais se aproximaram do apartamento dele e provocaram explosões em intervalos regulares, na tentativa de intimidá-lo e convencê-lo a se render. Guéant levantou a hipótese de Merah não estar mais vivo.
Segundo o ministro, o objetivo da polícia é prender Merah vivo. Ontem, o jovem disse que pretendia "morrer com armas em punho". O clima é de expectativa de uma invasão policial a qualquer momento.
O suspeito era observado há dois anos pelos serviços antiterrorismo da França, depois ter viajado para o Paquistão e o Afeganistão. Também tinha 15 passagens pela polícia por pequenos delitos como roubos e agressões.
Desde ontem, parentes das vítimas e a imprensa francesa se perguntam por que a polícia não tomou providências devido às ameaças que Merah representava. As autoridades francesas dizem que ele está armado com uma metralhadora Kalashnikov, uma pistola mini-Uzi 9 milímetros, além de revólveres e granadas.
Em pronunciamento ontem (21), antes de se reunir com líderes judaicos e muçulmanos em Paris, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que os atentados não devem servir de desculpas para atos de vingança ou preconceito. Segundo ele, os atos de terror não conseguirão dividir a França, que abriga as maiores comunidades judaica e muçulmana da Europa.
"O terrorismo não conseguirá fraturar nossa comunidade nacional", disse Sarkozy, que está em campanha eleitoral pela reeleição. "Eu digo a toda a nação que precisamos ficar unidos", acrescentou. (Agência Brasil)
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