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Menino morre afogado no Portal da Amazônia

O que seria uma simples diversão de criança acabou em tragédia para uma família moradora da vila Santos, no bairro do Jurunas, em Belém. Um menino de oito anos foi encontrado morto no final da tarde de sábado, às margens do rio Guamá, no trecho onde está

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O que seria uma simples diversão de criança acabou em tragédia para uma família moradora da vila Santos, no bairro do Jurunas, em Belém. Um menino de oito anos foi encontrado morto no final da tarde de sábado, às margens do rio Guamá, no trecho onde está sendo executada a obra do Portal da Amazônia.

A criança foi localizada por moradores, que costumam tomar banho e fazer até almoço em família, em uma região com muitas pedras que está sendo aterrada. O Serviço Móvel de Urgência do Samu 192 ainda foi acionado, mas quando a ambulância chegou à criança já estava morta. “Quando chegamos aqui, ele já estava sem vida”, disse o atendente do Samu.

Segundo a Polícia Militar, o corpo do menino foi encontrado sobre as pedras depois que a maré baixou. “Trabalhamos com a hipótese de que ele já estivesse morto, pois o corpo só pôde ser visto depois que o nível da água baixou”, disse o sargento Raimundo Levindo.
Uma tia da criança foi um dos primeiros familiares a ter acesso ao local da tragédia. Ela informou que os pais do menino trabalham fora e que o garoto ligou para a mãe dizendo que estava indo tomar banho na maré com alguns colegas.

Avisada, a mãe, que é empregada doméstica, chegou aos prantos às margens do rio Guamá onde o corpo estava coberto com um lençol a espera de remoção pelo Instituto de Criminalística. “Eu disse pra ele deixar para vir amanhã, quando eu estivesse em casa”, lamentava.

Policiais da 2ª Zona de Policiamento isolaram a área onde o corpo do garoto foi removido por populares, que foi tomada por curiosos até a chegada da perícia. Segundo informações de moradores e que foram levantadas também por policiais civis da Seccional da Cremação, o garoto e outras crianças eram acostumadas a tomar banho nas margens do rio Guamá, mesmo no trecho em obra.

“Isso é comum aqui nesta área. Os pais trabalham fora e as crianças vêm brincar no rio”, disse a tia da vítima, que chegou ao local acompanhada da avó materna e da bisavó, que era quem tomava conta do garoto e da irmã de 10 anos, na ausência dos pais.

Moradores criticavam a ausência de vigilância em toda a obra do Portal da Amazônia. “Não tem um guarda municipal ou vigilância para impedir tragédias como esta. Todo mundo entra aqui faz o que quer e fica por isto mesmo”, disse, revoltado, o vendedor ambulante Jorge Nascimento.

Em nota, a Prefeitura de Belém informa que a segurança na área do Portal da Amazônia é feita pela empresa responsável pela obra. O trabalho é reforçado pela Guarda Municipal de Belém que faz rondas na área. A Prefeitura esclarece ainda, que o local não deve ser utilizado para banhos ou passeios e orienta pais e responsáveis a evitar que os filhos brinquem no Portal, principalmente em dias de maré alta. (Diário do Pará)

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