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Preso último fugitivo do ataque ao metrô de Tóquio

A polícia japonesa deteve nesta sexta-feira Katsuya Takahashi, o último fugitivo ligado ao ataque com gás sarin no metrô de Tóquio em 1995 que matou 13 pessoas e deixou milhares intoxicadas. A captura de Takahashi encerra a caça da polícia aos membros da

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A polícia japonesa deteve nesta sexta-feira Katsuya Takahashi, o último fugitivo ligado ao ataque com gás sarin no metrô de Tóquio em 1995 que matou 13 pessoas e deixou milhares intoxicadas. A captura de Takahashi encerra a caça da polícia aos membros da seita religiosa que promoveram o ataque que espalhou pânico pela capital japonesa.

A polícia chegou a um café temático no sul de Tóquio nesta sexta-feira após receber informações de que um homem com as características de Takahashi estava no local, informou um porta-voz.

"Às 9h40, os detetives pediram a ele que fosse voluntariamente até uma delegacia de polícia próxima", afirmou o porta-voz, acrescentando que posteriormente os policiais "detiveram o senhor Takahashi depois que suas digitais confirmaram sua identidade".

Segundo a agência de notícias Jiji Press, Takahashi, de 54 anos, já havia sido detido sob suspeita de assassinato e outros crimes. Ele disse aos interrogadores que agiu "sob as ordens das principais autoridades da seita".

Uma ação de busca foi iniciada em Tóquio e nas proximidades desde a prisão, menos de duas semanas atrás, de Naoko Kikuchi, 40 anos, ex-integrante da seita Verdade Suprema.

Kikuchi e Takahashi ficaram foragidos por mais de 17 anos após o ataque com gás no metrô da capital japonesa. Apesar dos pôsteres com as fotografias de Takahashi, Kikuchi e de outro fugitivo, Makoto Hirata, em cada estação de trem do Japão, levou anos até que eles fossem detidos.

Hirata, de 47 anos, se entregou a uma delegacia de polícia de Tóquio minutos antes da meia noite do dia 31 de dezembro do ano passado. Ele é suspeito de participar do planejamento, sequestro e confinamento do irmão de um seguidor que deixou a seita em fevereiro de 1995, um mês antes do ataque ao metrô.

No dia 3 de junho, a polícia deteve Kikuchi, acusada de envolvimento na produção do gás sarin. Investigações policiais mostraram que até recentemente ela mantinha contato próximo com Takahashi e que morou na cidade de Kawasaki, ao sul de Tóquio.

Asahara, o guru parcialmente cego da seita que pregava uma mistura de budismo e hinduísmo com mensagem apocalípticas, ficou obcecado pelo gás sarin e acreditava que seus inimigos usariam a substância para atacá-lo.

Ele foi detido numa comunidade perto do monte Fuji dois meses após o ataque e sentenciado à morte por enforcamento, após ter sido condenado por várias mortes. Ele permanece no corredor da morte, juntamente com outros 12 membros da seita. As informações são da Dow Jones.

(Agência Estado)

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