Milhares de paquistaneses entraram em confronto com a polícia e atearam fogo à casa de um deputado nesta terça-feira, o terceiro dia consecutivo de violentos protestos contra os cortes de energia que atormentam o país no período mais quente do ano.
Após anos de baixo investimento e má gestão no setor de energia, muitos paquistaneses recebem apenas algumas poucas horas de eletricidade por dia. Parte da população da província de Punjab, que é governada pela oposição, acredita que a região sofre mais com os blecautes do que o resto do país, o que tem gerado protestos cada vez mais violentos.
Policiais e testemunhas disseram que os tumultos aconteceram em duas áreas de Punjab, onde moradores recebem quatro horas de eletricidade por dia. Milhares de manifestantes invadiram a casa de um deputado local, Riaz Fatiyana, e atearam fogo. Ele afirma que os policiais não fizeram nada para impedir o ataque, acusação negada pela polícia.
No distrito vizinho de Khanewal, a policia utilizou gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes, que revidaram atirando pedras. Eles tentavam incendiar o escritório da companhia de energia local. De acordo com a polícia, cerca de 30 pessoas ficaram feridas nos protestos.
O governo tenta resolver a precária situação energética. O presidente Asif Ali Zardari reuniu-se nesta terça-feira com autoridades para discutir maneiras de resolver a crise. No entanto, os tumultos acontecem ao mesmo tempo que a Suprema Corte do Paquistão decidiu que o primeiro-ministro Yousuf Reza Gilani deve deixar o cargo, em razão de uma condenação anterior de obstrução à Justiça. As informações são da Associated Press.
(Agência Estado)
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