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Rússia pode sediar negociações sírias

A Rússia está pronta para ser a anfitriã de conversações entre a oposição síria e o governo do presidente Bashar Assad, numa tentativa de encerrar o conflito, informou o enviado russo na Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira.O embaixador

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A Rússia está pronta para ser a anfitriã de conversações entre a oposição síria e o governo do presidente Bashar Assad, numa tentativa de encerrar o conflito, informou o enviado russo na Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira.

O embaixador Vitaly Churkin fez a oferta enquanto intensificava os ataques aos Estados Unidos e países europeus por aumentarem a pressão contra Assad fora do Conselho de Segurança da ONU

A Rússia tenta reconquistar a iniciativa diplomática desde que vetou uma resolução no Conselho de Segurança que ameaçaria Assad com sanções. A Rússia fará pressão por um diálogo "inter sírio", declarou Churkin durante um debate do conselho sobre o Oriente Médio.

"Para avançar neste sentido, estamos prontos a oferecer à oposição e ao governo uma plataforma em Moscou para forjar contatos para unificar a oposição e para negociações com o governo", disse ele.

Os grupos de oposição sírios estão divididos, mas quase todos dizem que não pode haver negociações para um acordo político para encerrar o conflito se Assad se mantiver no poder.

A Rússia vem protegendo seu antigo aliado da era soviética e na semana passada, junto com a China, vetou uma resolução no Conselho de Segurança sobre a Síria pela terceira vez.

As consequências dos vetos são "claras", afirmou o embaixador britânico na ONU Mark Lyall Grant, destacando a ocorrência "mais violência e derramamento de sangue e a situação de deterioração que agora está se espalhando além das fronteiras e sugando a região"

Os Estados Unidos, o Reino Unido e a Alemanha já disseram que vão buscar ações contra o governo Sírio fora do conselho, embora todos tenham negado o envio de ajuda militar à oposição síria.

Segundo Churkin, a ação ocidental "leva a uma intensificação do confronto". "Os Estados Unidos falaram sobre sua intenção de contornar o Conselho de Segurança", disse o enviado russo. "Na verdade, não há nada de novo nisso. Tal política tem sido seguida por Washington e por uma série de outras capitais desde o início da crise na Síria e essa postura tem intensificado a crise".

Os países ocidentais "provavelmente terão de arcar com o peso da responsabilidade pelas consequências catastróficas desses atos", afirmou Churkin. As informações são da Dow Jones.

(Agência Estado)

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