O rei Abdullah II da Jordânia dissolveu o Parlamento e convocou eleições antecipadas na véspera de um protesto convocado pela oposição. O governo divulgou comunicado, mas não fixou a data para as eleições. A convocação para o protesto, marcado para hoje (5), dia dedicado às orações na religião muçulmana, foi feita pelo partido Frente de Ação Islâmica.
A Frente de Ação Islâmica é considerada a maior ameaça a Abdullah desde a Primavera Árabe – quando passaram a ocorrer manifestações contra os governos em vários países de maioria muçulmana. A Jordânia faz fronteira com a Síria, que há 19 meses vive em guerra civil provocada por uma crise política, e o Iraque, que também vive um período de instabilidade.
Para analistas, a economia enfraquecida na Jordânia, associada ao fim de subsídios aos combustíveis, às restrições no uso da internet e ao conflito na Síria, contribuíram para criar um cenário de ânsia por reformas.
Na Jordânia, o Parlamento é bicameral, formado pela Assembleia de Senadores e a Câmara dos Deputados.
(Agência Brasil)
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