O comportamento da torcida sérvia em uma partida da seleção sub-21 diante da Inglaterra, realizada na cidade de Krusevac na última terça-feira, fez as autoridades locais se manifestarem. Apesar de seguirem negando que ofensas racistas tenham sido proferidas das arquibancadas, como acusam os ingleses, governantes do país prometeram tomar medidas para combater a violência no esporte.
Após o gol da vitória inglesa sobre a Sérvia, marcado no fim da partida, uma confusão em campo e nas arquibancadas foi iniciada. Torcedores passaram a atirar objetos, como garrafas e rojões, para o gramado, enquanto jogadores de ambas as seleções se enfrentavam. "Os eventos recentes pedem uma medida urgente", admitiu o ministro do esporte sérvio Alisa Maric.
De acordo com relatos da seleção inglesa, o zagueiro Danny Rose teria sido ofendido racialmente desde o primeiro minuto de partida. Ele, aliás, foi quem iniciou a confusão em campo após o gol, ao fazer gestos obscenos e chutar uma bola em direção à torcida. As acusações, no entanto, foram negadas pelos sérvios.
"Eles começaram com esta história de racismo porque este é o problema mais sensível", declarou o técnico da seleção sub-21 da Sérvia, Aleksandar Jankovic, ao jornal Vecernje Novosti. "Não vi racismo em Krusevac, e eu estive no campo do primeiro minuto da partida até o último segundo da confusão".
O meio-campista Nikola Ninkovic, que se envolveu na briga com Rose, também descartou o racismo e garantiu que foi o inglês que começou a briga. "Ele fez gestos inapropriados para a torcida três ou quatro vezes. O comportamento dele me incomodou. Sei que errei (ao empurrá-lo) e sei que serei punido. Só espero que a pena não seja muito dura".
O comitê disciplinar da Federação Sérvia de Futebol revelou nesta quinta-feira que está colhendo testemunhos dos jogadores e integrantes da comissão técnica do país, para, então, decidir quem será punido por se envolver na confusão após a partida. (AE)
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