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Extremistas chineses lutam na Síria

O governo chinês denunciou nesta segunda-feira que islamitas chineses da região separatista de Xinjiang (Turcomenistão do Leste) estão se juntando aos insurgentes sírios que tentam derrubar o governo do presidente Bashar Assad. Segundo o diário estatal ch

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O governo chinês denunciou nesta segunda-feira que islamitas chineses da região separatista de Xinjiang (Turcomenistão do Leste) estão se juntando aos insurgentes sírios que tentam derrubar o governo do presidente Bashar Assad. Segundo o diário estatal chinês Global Times, radicais islâmicos dos uigures, uma etnia sino-turca de Xinjiang, estão viajando até a Turquia desde maio, onde atravessam a fronteira para a Síria e se juntam aos rebeldes. O jornal citou autoridades chinesas que lutam contra o terrorismo.

As autoridades chinesas disseram que os extremistas estão financiando suas atividades com crimes, como o tráfico de armas e drogas, sequestros e roubos."Após receberem ordens da rede terrorista Al-Qaeda, os terroristas da China vão à Síria para se encontrar com os jihadistas que já atuam no local, antes de partirem para a frente de batalha", disse a reportagem do Global Times, que citou fontes não identificadas.

O governo chinês é aliado do presidente sírio Bashar Assad, ao mesmo tempo que teme e reprime seus próprios separatistas, sejam tibetanos, uigures ou mongóis.A presença de combatentes estrangeiros entre os rebeldes sírios tem sido denunciada pelo governo de Damasco, mas geralmente esses combatentes são líbios, magrebinos, sudaneses, turcos, azeris. É a primeira vez que chineses são incluídos entre os insurgentes sírios. O Global Times afirma que dois grupos de separatistas uigures estão enviando combatentes à Síria: o Movimento Islâmico do Turcomenistão do Leste e a Associação de Solidariedade do Turcomenistão do Leste, ambos baseados na Turquia, que mantém laços com os uigures, os quais considera membros da diáspora turca na Ásia.

A China afirma que os dois grupos são organizações terroristas. O Turcomenistão do Leste é uma região no oeste da China que corresponde à atual província de Xinjiang. Durante o final do período imperial na China, os uigures conseguiram montar uma república independente na região em grande parte desértica, mas após 1949 ela foi incorporada à China.

Hoje a maioria da população é de chineses Han, imigrados do leste da China para a província, onde fica o deserto de Gobi.Os nacionalistas uigures, contudo, não aceitam a soberania chinesa. Em 2009, violentos protestos em Urunchi, a capital da província, deixaram pelo menos 200 mortos.

O especialista chinês em terror Li Wei disse que os combatentes uigures lutaram em conflitos na Chechênia e no Afeganistão, e mantém uma presença ativa em países de maioria muçulmana, do Sudeste Asiático ao Oriente Médio. "Se eles estão na Síria, é algo que precisa ser verificado no local, mas o histórico sugere que existe essa possibilidade", disse Li, diretor de pesquisas sobre o terrorismo no Instituto Chinês de Relações Internacionais Contemporâneas, um think tank estatal em Pequim.

As informações são da Associated Press.
(Agência Estado)

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