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Trem bate em ônibus escolar e deixa 47 mortos

Um trem em alta velocidade se chocou contra um ônibus que transportava crianças para o jardim de infância no sul do Egito neste sábado, matando pelo menos 47 pessoas, disseram autoridades.O ônibus carregava mais de 50 crianças, de 4 a 6 anos de idade, qua

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Um trem em alta velocidade se chocou contra um ônibus que transportava crianças para o jardim de infância no sul do Egito neste sábado, matando pelo menos 47 pessoas, disseram autoridades.

O ônibus carregava mais de 50 crianças, de 4 a 6 anos de idade, quando foi atingido perto da vila de al-Mandara, no distrito de Manfaloot, província de Assiut, informou um oficial de polícia. Segundo ele, aparentemente a travessia da via férrea não foi fechada com a aproximação do trem.

Dois funcionários de hospitais disseram que entre sete e 11 feridos estavam sendo tratados em duas instalações diferentes, muitos com membros decepados. Todos os funcionários falaram sob condição de anonimato pois não estavam autorizados a falar com a imprensa.

O sistema ferroviário do Egito tem um histórico de baixa segurança. O pior desastre ferroviário do país aconteceu em fevereiro de 2002, quando um trem indo para o sul do Egito pegou fogo, matando 363 pessoas. Reportagens citando estatísticas oficiais dizem que acidentes ferroviários e rodoviários provocaram mais de 7 mil mortes em 2010.

A agência de notícias estatal Mena informou que o ministro dos Transportes, Mohammed el-Meteeni, ofereceu sua renúncia ao presidente egípcio Mohammed Morsi. Segundo a agência, Morsi ordenou uma investigação sobre o acidente e disse que os culpados pelo acidente seriam responsabilizados. O primeiro-ministro, Hesham Kandil, se dirigiu para o local do acidente.

Na aldeia de al-Mandara, famílias das vítimas e moradores se reuniram em torno do local do acidente e gritaram palavras de ordem contra o governo. Sheik Mohammed Hassan, habitante da região, disse que o governo deveria estar mais atento aos seus problemas internos. "O sangue de pessoas em Assiut é mais importante do que Gaza", afirmou. As informações são da Associated Press.

(Agência Estado)

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