Cada vez mais mencionado nas listas de papáveis, o nome do arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, voltou a ser citado pela imprensa italiana no domingo.
Desde o final da semana passada, vaticanistas e jornais de Roma evocam um suposto acordo entre cardeais americanos e italianos para defender a candidatura do brasileiro. O diário La Repubblica citou d. Odilo como um dos dois “mais visíveis além-mar”.
No sábado o site especializado Vatican Insider, do jornal La Stampa, já tinha voltado a mencionar o brasileiro, afirmando que “sua cotação está em alta”. “Scherer é um dos que na América Latina gozam de boa consideração. Tem um nome alemão, um jeito comedido que o faz parecer pouco ‘latino’ e fala fluentemente italiano”, diz o jornal.
Outro diário influente, o Il Messagero, de tendência católica, publicou na edição deste domingo foto do arcebispo de São Paulo e o coloca como entre os mais cotados para a sucessão de Bento XVI.
Na opinião do cardeal Geraldo Majella Agnelo, arcebispo emérito de Salvador, o crescimento do nome de d. Odilo não é fruto de especulação gratuita ou invenção da imprensa. “D. Odilo conhece a Cúria, pois trabalhou por cerca de oito anos na Congregação dos Bispos, no Vaticano”, disse d. Geraldo.
Outro provável candidato que também conhece os meandros da Cúria é o cardeal canadense Marc Ouellet, prefeito da Congregação para os Bispos.
D. Odilo tem evitado falar sobre o conclave, por causa do envolvimento de seu nome. Ele foi ontem a Assis para rezar na basílica-santuário de São Francisco.
O DOSSIÊ
Os cinco cardeais brasileiros que votarão no conclave para eleger o novo papa insistirão na Congregação do Colégio Cardinalício, que começa hoje no Vaticano, que todos os cardeais tenham acesso ao relatório entregue ao papa emérito Bento XVI, em dezembro, sobre escândalos recentes na Santa Sé.
O dossiê seria passado às mãos do novo papa, a quem caberia a decisão de publicá-lo, conforme decisão de Bento XVI.
“Pensamos que todos os cardeais devam ter conhecimento do conteúdo desse documento antes do conclave, para termos informações sobre o que realmente aconteceu”, disse ao Grupo Estado o cardeal d. Geraldo Majella Agnelo, arcebispo emérito de Salvador.
(Agência Estado)
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