Após alertar Seul de que a Península Coreana estava entrando em "estado de guerra", a Coreia do Norte agora ameaça fechar um complexo industrial que é o último importante símbolo da cooperação intercoreana. Analistas consideram um conflito em larga escala extremamente improvável, citando o fato de que a Península Coreana esteve em estado técnico de guerra por 60 anos. Mas as contínuas ameaças feitas pela Coreia do Norte contra Seul e Washington, incluindo a promessa de lançar uma greve nuclear, levantam temores de que um equívoco no modo de lidar com os alertas pode levar a um confronto.
O parque industrial Kaesong, que usa a força de trabalho norte-coreana e o know-how sul-coreano, vinha operando normalmente, embora Pyongyang tenha desligado o canal de comunicações tipicamente usado para coordenar a viagem de trabalhadores sul-coreanos para as instalações, que ficam logo na fronteira. Os rivais agora estão coordenando as viagens indiretamente por meio de um escritório em Kaesong que tem contato externo com a Coreia do Sul.
Mas um porta-voz não identificado do escritório de controle da Coreia do Norte disse neste sábado que desativará a fábrica, caso a Coreia do Sul continue minando a sua dignidade. Pyongyang se irritou com as reportagens que sugeriram que as instalações permaneciam abertas porque eram uma fonte de riqueza para o empobrecido país.
Dezenas de empresas sul-coreanas administram indústrias na cidade de Kaesong. Usando a barata e eficiente mão de obra norte-coreana, o complexo produziu US$ 470 milhões em bens em 2012. A Coreia do Norte anteriormente lançou ameaças similares quanto às fábricas de Kaesong, mas não as cumpriu.
Na sexta-feira (29), manifestantes marcharam na capital norte-coreana em apoio a um possível ataque militar contra os Estados Unidos. O presidente Kim Jong-un anunciou o início dos preparativos para atacar com mísseis bases militares americanas na Coreia do Sul e no Pacífico. Em uma reunião de emergência com generais, o líder ordenou que mísseis de seu país fiquem de prontidão, após dois bombardeiros americanos B-2, com capacidade nuclear, terem sobrevoado a península coreana numa rara demonstração de força. As informações são da Associated Press.
( Agência Estado)
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