O ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi foi condenado nesta segunda-feira a sete anos de prisão pelo caso Ruby, pelo qual tinha sido acusado de prostituição de menores e abuso de poder, anunciou o Tribunal de Milão.
Depois de quase sete horas de deliberações, três juízes milaneses condenaram o magnata das comunicações e líder da direita italiana a uma pena maior do que a solicitada pela promotoria e o proibiram de exercer qualquer cargo público pelo resto da vida.
Aos 76 anos, o ex-presidente do Conselho italiano sofre uma punição humilhante para um personagem-chave da vida política do país nos últimos 20 anos. Em maio, Berlusconi já havia sido condenado a um ano de prisão por fraude fiscal na aquisição dos direitos televisivos para seu império audiovisual Mediaset.
Entenda
A marroquina Karima el Mahrug, conhecida como "Ruby rouba corações" é ex-dançarina de uma boate em Milão.
É também uma testemunha chave de dois processos contra Berlusconi, acusado de ter pago por serviços sexuais quando a jovem tinha 17 anos e de ter pressionado a promotoria de Milão para libertá-la quando ela foi detida em 2010 por furto. Uma semana após depor no julgamento sobre a primeira acusação, Ruby admitiu ter mentido sobre as “noites quentes” com o ex-primeiro-ministro italiano.
A jovem marroquina havia dito também aos juízes que Berlusconi e seu contador lhe deram 187 mil euros em dinheiro, mas, nesta sexta-feira, declarou que tinha "inventado" essa quantia apenas para se mostrar. Neste processo, chamado "Ruby Gate", figuram três amigos de Berlusconi: o agente de modelos Lele Mora, Emilio Fede, um ex-apresentador de televisão, e Nicole Minetti, ex-conselheira regional em Milão.
(DOL)
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