O Papa decidiu criar uma comissão especial para reunir informações sobre as atividades do IOR (Instituto para as Obras Religiosas), o polêmico Banco do Vaticano, segundo anunciou nesta quarta-feira (26) a Santa Sé.
A Pontifícia Comissão de cinco membros deve reportar as informações recolhidas diretamente ao Papa para permitir-lhe "entender melhor a posição jurídica e as atividades" do IOR, declarou o Vaticano, ressaltando que este trabalho faz parte da "reforma das instituições do Vaticano".
Sinal da importância dada ao trabalho desta comissão, o Papa a instituiu por meio de um Quirógrafo, um documento assinado de próprio punho, datado de 24 de junho.
O objetivo do Papa é permitir "a harmonização (das atividades) do IOR, com a missão da Igreja universal no contexto mais amplo das reformas necessárias das instituições" do Vaticano.
Eleito em 13 de março, o Papa tem constantemente repreendido a riqueza e o mundanismo, inclusive dentro da Igreja Católica e do clero, defendendo a virtude da pobreza que, de acordo com a doutrina cristã, abre o coração das pessoas para Deus e aos outros. Uma virtude distinta da miséria, contra a qual o Papa Francisco luta.
No documento, o Papa explicou que criou a Comissão depois de ouvir a opinião de vários cardeais , bispos e também com a intenção de "seguir o convite do (seu) predecessor Bento XVI.
(DOL, com informações do site Band)
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