O Egito registrou nesta terça-feira uma nova onda de violência que deixou 13 mortos em menos de 24 horas em confrontos entre partidários e adversários do presidente islamita deposto Mohamed Mursi.
No plano político, o impasse continua sendo grande, com a Irmandade Muçulmana, movimento de Mursi, convocando mobilizações nas ruas para desafiar as novas autoridades. As autoridades provisórias já advertiram que não deixarão o país cair em uma guerra civil. "O Egito não será uma segunda Síria, e quem pressionar por essa via é um traidor", afirmou Ahmed Al Maslamani, porta-voz do presidente interino, Adly Mansur, em nota divulgada pela agência oficial de notícias Mena.
Nove pessoas morreram nesta terça-feira de manhã perto da Universidade do Cairo, segundo novo balanço do Ministério da Saúde, pouco depois de um apelo de Adly Mansur por "reconciliação". Pelo menos duas delas foram mortas por um homem que abriu fogo contra militantes pró-Mursi.
À tarde, novos confrontos eclodiram brevemente no mesmo setor. Cerca de 15 veículos foram queimados e rastros de sangue podiam ser vistos no chão, segundo um jornalista da AFP.
O entorno da universidade, perto do centro da cidade, é um dos locais ocupados permanentemente pelos islamitas há cerca de três semanas, assim como as imediações da mesquita de Rabaa al-Adawiya, no nordeste do Cairo.
(DOL, com informações do site Terra)
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