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Acordo entre Israel e palestinos é cancelado

As negociações de paz entre israelenses e palestinos, que deveriam ocorrer nesta segunda-feira, foram canceladas depois que as forças de segurança de Israel mataram três palestinos durante confrontos na Cisjordânia, disse uma autoridade palestina. "A reu

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As negociações de paz entre israelenses e palestinos, que deveriam ocorrer nesta segunda-feira, foram canceladas depois que as forças de segurança de Israel mataram três palestinos durante confrontos na Cisjordânia, disse uma autoridade palestina.

"A reunião que estava agendada para ocorrer em Jericó... foi cancelada por causa do crime israelense cometido em Qalandiya hoje", disse a fonte, referindo-se ao campo de refugiados, onde os confrontos começaram antes do amanhecer.

As forças de segurança israelenses mataram três palestinos e feriram outros 19 durante uma operação de busca a um suspeito, segundo autoridades. Fontes da área de saúde disseram que Rubeen Abed Fares, 30 anos, e Yunis Jahjouh, 22 anos, foram alvejados no peito e Jihad Aslan, 20 anos, morreu de danos cerebrais.

O porta-voz da polícia de fronteira israelense, Shai Hakimi, disse que os policiais estavam em uma operação para prender um suspeito quando centenas de palestinos saíram às ruas e atiraram bombas, blocos de concreto e pedras contra os agentes de segurança.
Ele disse que os policiais utilizaram munições especiais para manifestações, o que geralmente se refere a balas de borracha e gás lacrimogêneo. Segundo o representante, a polícia está investigando o incidente.

Em seguida, soldados correram para o local depois de um grupo se encontrar sob o ataque. O Exército israelense afirmou que os soldados abriram fogo após sentirem que suas vidas estavam em "perigo iminente".

"Multidões violentas e grandes como esta, que superam significativamente o número de agentes de segurança, não deixam outra escolha a não ser recorrer a munição letal em legítima defesa", disse o porta-voz militar, o tenente-coronel Peter Lerner.

O primeiro-ministro palestino, Rami Hamdallah, condenou o incidente. "Esse crime demonstra a necessidade de uma proteção internacional urgente e eficaz para o nosso povo", disse ele em um comunicado. Fonte: Associated Press e Dow Jones Newswires.

(AE)

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