A Bolívia quer fechar a fronteira com o Peru para evitar a fuga dos envolvidos em um ataque ao município de Apolo no sábado (19). Pelo menos quatro pessoas morreram, três militares e um civil, e 15 ficaram feridas. As vítimas foram alvo da emboscada de um grupo de produtores de coca na região e há suspeita da participação de peruanos. O anúncio foi feito ontem pelo ministro de Governo da Bolívia, Carlos Romero.
Dos feridos, 14 foram atingidos por tiros. Morreram no atentado o subtenente do Exército boliviano Oscar Gironda, o policial Jhonny Quispe e o suboficial da Marinha Wily Yucra. De acordo com o governo, durante o ataque, camponeses e estrangeiros ligados ao tráfico de drogas dispararam contra os membros da Força-Tarefa Conjunta boliviana e tomaram seis reféns, que posteriormente foram resgatados.
O ministro qualificou o ataque de “massacre”. “O incidente criminoso, sangrento e violento foi provocado por pessoas vinculadas ao narcotráfico”, ressaltou o ministro durante coletiva de imprensa na 2ª feira. Ele também informou que o governo enviou um pedido à Embaixada do Peru, em La Paz, capital boliviana, pedindo o fechamento da fronteira comum.
Segundo o governo, no sábado, produtores de coca vinculado ao narcotráfico armaram uma emboscada e atiraram contra membros da força-tarefa boliviana, quando eles iniciavam o trabalho de arrancar plantações ilegais na comunidade de Miraflores.
(Agência Brasil)
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