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Ativista brasileira presa na Rússia mantém ideal

Presa na Rússia há quase dois meses por protestar pela preservação do Ártico, a ativista do Greenpeace Ana Paula Maciel divulgou, por meio da organização, uma carta atentando para o consumo desenfreado de produtos derivados do petróleo, entre outros apelo

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Presa na Rússia há quase dois meses por protestar pela preservação do Ártico, a ativista do Greenpeace Ana Paula Maciel divulgou, por meio da organização, uma carta atentando para o consumo desenfreado de produtos derivados do petróleo, entre outros apelos. No texto, Ana Paula também agradece os esforços do governo brasileiro pela sua liberdade.

A brasileira faz parte de um grupo de 28 ativistas e dois jornalistas que seguem presos no centro de detenção da cidade de Murmansk por conta de um protesto em uma plataforma de petróleo. O Greenpeace anunciou que o grupo deverá ser transferido para a cidade de São Petersburgo, mas informou também que os advogados da organização desconhecem o porquê da transferência. Na quinta, os ativistas foram indiciados por vandalismo pela Justiça russa.

“Um mês que nossas vidas pararam, aqui sozinhos, tive tempo para parar e pensar e lhes pergunto, caros leitores: quantos produtos derivados de petróleo você usou neste último mês? Derivados de petróleo são usados para fabricar muitas coisas e, sendo ‘coisas’ consumíveis, sofrem sob o efeito ‘procura e demanda’ que as pessoas ávidas pelo consumo compram, utilizam e descartam com uma rapidez sem precedentes nos dias de hoje”, afirma Ana Paula em um trecho da carta.

Planeta em crise

Em seguida, a ativista escreve que o planeta está em crise e que é preciso um esforço individual todos os dias para mudar a situação.

“Creio que não estariam indo procurar petróleo no Ártico se não houvesse quem o utilizasse. Se fôssemos mais preocupados em ser do que ter, usaríamos menos petróleo, a natureza estaria sob menores riscos, os protestos pacíficos não seriam necessários, eu não estaria presa injustamente...”, escreve a ativista em outro trecho da carta.

Agradecimento

Ana Paula disse ainda não ter palavras para agradecer às pessoas que clamam pela liberdade do grupo, especialmente ao governo brasileiro e a Clara Solon, da Embaixada do Brasil na Rússia, que, segundo a ativista, é quase uma segunda mãe. Ao final da carta, ela faz um apelo pelo Ártico e pede que as pessoas consumam menos, usem sacolas reutilizáveis, apaguem as luzes ao não usá-las, procurem produtos com menos embalagem, usem mais as pernas e menos os carros.

“Existem tantas mil pequenas ações que podem ser feitas todos os dias para salvar o Ártico, a Amazônia, os recifes de corais e todo o resto. Basta escolhermos bem o que comprar. Nós todos e cada um de nós somos responsáveis pela mudança!”, conclui Ana Paula.

(AE)

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