As petrolíferas que operam na Argentina, entre elas a Petrobras, fecharam acordo com o governo de Cristina Kirchner para aumentar os preços dos combustíveis em 6%. O anúncio foi feito pelo ministro de Economia, Axel Kicillof, no início da noite desta quarta-feira (5), em entrevista coletiva à imprensa. O ministro disse que o acordo é voluntário e inclui todas as companhias, inclusive a Shell, que havia aumentado seus preços em 12%, na segunda-feira, 03.
Kicillof informou que manteve encontro com o presidente da Shell Juan José Aranguren, no qual acertaram que a companhia vai retroceder os valores pela metade do aumento anunciado há três dias. Aranguren havia sido acusado publicamente pelo governo de "conspirar contra os interesses da Argentina". Na ocasião, o empresário explicou que o aumento foi justificado pela desvalorização de 23% da moeda nacional, ocorrido em janeiro.
O governo argentino tenta evitar que a desvalorização do peso seja trasladada aos preços. Porém, o esforço tem sido infrutífero, já que os preços de alguns produtos, como a carne bovina, subiram cerca de 20% nos últimos dias.
(Agência Estado)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar