Os cartórios da Espanha foram surpreendidos com uma ação na qual mais de 200 mulheres pediam o registro de propriedade sobre o próprio corpo. A iniciativa foi um protesto à reforma de lei que restringiria o direito ao aborto no país.
A reforma foi proposta pelo governo conservador do premiê Mariano Rajoy. Na última terça-feira (11), a oposição apresentou um pedido ao Parlamento para retirar o projeto da pauta, mas acabou derrotada em uma votação secreta.
O ato nos cartórios foi realizado em seis cidades espanholas: Madri, Barcelona, Bilbao, Sevilha, Pamplona e Pontevedra.
Em Barcelona e Madri, os cartórios acataram o pedido e estão fazendo os trâmites, o que surpreendeu as organizadoras do protesto.
"Embora o estopim na Espanha tenha sido um assunto local, a coisificação do corpo feminino é um assunto global. Em outros países, as mulheres continuam lutando pelo direito ao aborto", afirmou Yolanda Dominguez, idealizadora da iniciativa.
Mesmo que ao final do tramite não seja possível inscrever os corpos como bens móveis, as manifestantes alcançaram o objetivo da ação: repercutir o direito das mulheres de decidirem sobre o que fazer com seus corpos.
(DOL)
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