Chegou a Cuba o espião Fernando González, um dos cinco espiões cubanos que foram condenados pelos Estados Unidos em 2001. González ficou detido por 15 anos nos EUA antes de ser liberado ontem, segundo informações da TV estatal cubana.
"O Herói da República de Cuba e gurreiro antiterrorista Fernando González chegou ao meio dia de hoje ao nosso país depois de satisfazer plenamente uma fase longa e injusta de detenção a que foi submetido nos Estados Unidos", disse a televisão estatal cubana, que interrompeu sua programação regular para noticiar a chegada do agente.
Este é o segundo espião cubano liberado. O primeiro, René González, cumpriu a sua sentença em outubro de 2011 e maio 2013 regressou a Havana, onde ele vive agora.
Fernando e René González foram presos em 1998 nos Estados Unidos, junto com Gerardo Hernández, Antonio Guerrero e Ramón Labañino, quando o FBI desmantelou a rede de espionagem cubana Avispa Roja (vespa vermelha), que operava no sul da Flórida.
A Avispa Roja (vespa vermelha) se infiltrou no movimento ativista "Hermanos al Rescate" (irmãos ao resgate) de Miami e tentou espionar instalações militares norte-americanas, enviando mensagens codificadas para Havana, sem muito sucesso, de acordo com a acusação.
Todos admitiram que eram agentes do governo cubano, mas disseram espionar "grupos terroristas de exilados" conspirando contra o então ditador Fidel Castro, e não o governo dos EUA.
O grupo foi julgado e condenado em 2001. Cuba alegou que houve irregularidades no processo e que receberam sentenças desproporcionais.
Os espiões passaram a ser considerados heróis na ilha e a situação complicou as tensas relações entre os EUA e a ditadura cubana. Cuba havia sugerido anteriormente uma troca, negada pelos EUA, entre os espiões e o empreiteiro americano Alan Gross, preso em 2009 e condenado a 15 anos de prisão por criar uma rede de comunicação ilegal.
González, também conhecido como Rubén Campa, foi condenado a 19 anos de prisão, pena que foi reduzida por um recurso em 2008 devido ao bom comportamento.
Os outros três cumprem condenações mais longas, incluindo um que foi sentenciado à prisão perpétua pela morte de quatro homens em Miami em um acidente de avião provocado por MiGs cubanos.
(Folhapress)
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