Ao menos 12 pessoas morreram na madrugada deste domingo (13) e 2.000 casas foram completamente destruídas no porto chileno de Valparaíso, informaram as autoridades locais.
O ministro do Interior, Rodrigo Peñailillo, confirmou os números e anunciou que, diante do maior incêndio dos últimos 60 anos em Valparaíso, a presidente Michelle Bachelet decidiu cancelar as visitas que havia planejado para a Argentina e Uruguai nesta semana. No início desta segunda-feira Peñailillo se reunirá com outros ministros para analisar os detalhes da situação. Bachelet chegou ao local pela manhã. "A situação é dramática, mas a ajuda está chegando", disse a presidente.
Bachelet informou mais cedo que um efetivo de 2.000 tropas estava no local para garantir a segurança e que 1.250 bombeiros foram deslocados para combater o incêndio.
Neste domingo os chilenos começaram a retornar às casas destruídas, de onde resgataram os poucos pertences que restaram das chamas. O Serviço Médico Legal informou que três das 12 vítimas fatais foram identificadas, mas ressaltou que o trabalho é dificultado pelo estado dos corpos, em sua maioria carbonizados.
O incêndio começou no sábado à tarde em morros nos arredores da cidade e se espalhou rapidamente devido aos fortes ventos. Cinzas caíram na cidade no domingo de manhã, causando problemas respiratórios entre a população.
Valparaíso é uma cidade de 250 mil pessoas e declarada como Patrimônio da Humanidade.
(Agência Estado)
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