O Vaticano pediu nesta quinta-feira (8) a libertação das mais de 200 adolescentes raptadas na Nigéria pelo grupo islâmico Boko Haram e manifestou compaixão e horror.
Na Rádio Vaticano, o porta-voz do papa, Federico Lombardi, condenou as “formas horríveis de violência” que caracterizam a atividade do grupo. “O rapto de grande número de meninas pelos terroristas do Boko Haram vem juntar-se a outras formas de violência que caracterizam há muito tempo a atividade desse grupo na Nigéria”, acrescentou o padre.
“A negação de todo o respeito pela vida e pela dignidade das pessoas – incluindo as mais inocentes, vulneráveis e indefesas -, exige uma condenação extremamente firme. Ela suscita compaixão pelas vítimas, horror pelos sofrimentos físicos e espirituais e pelas humilhações inacreditáveis que estão sendo feitas”, disse o porta-voz do Vaticano.
Ativo desde 2009, o Boko Haram pretende criar um Estado islâmico no Norte da Nigéria, essencialmente muçulmano, ao contrário do Sul, onde os cristãos são maioria.
“A educação não islâmica é pecado” é o significado de Boko Haram em haussa, a língua mais falada no Norte do país mais populoso de África, com mais de 160 milhões de habitantes.
A escalada de violência na Nigéria despertou um sentimento de revolta no país e na comunidade internacional, que condenou energicamente o rapto das menores no dia 14 de abril, em uma escola de Chibok, e ofereceu ajuda ao governo para resgatar as jovens que, segundo o chefe do grupo, poderão ser vendidas.
(DOL com informações da Agência Brasil)
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