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Bancos e viaturas são incendiados na Venezuela

Uma sucursal do Banco do Tesouro (estatal) e uma viatura da empresa Petróleos da Venezuela foram incendiados nessa segunda-feira (19), na localidade de Lechería, durante mais um dia de protestos contra o governo. Pelo menos três estudantes ficaram feridos

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Uma sucursal do Banco do Tesouro (estatal) e uma viatura da empresa Petróleos da Venezuela foram incendiados nessa segunda-feira (19), na localidade de Lechería, durante mais um dia de protestos contra o governo. Pelo menos três estudantes ficaram feridos, informaram fontes policiais, acrescentando que os confrontos duraram várias horas.

Lechería é uma localidade do estado venezuelano de Anzoátegui, localizada a 350 quilômetros (km) a leste de Caracas.
Por outro lado, pelo menos oito estudantes ficaram feridos em Mérida, 770 km a sudoeste de Caracas.

Segundo Eloy Araújo, presidente do Centro de Estudantes da Faculdade de Ciências Políticas da Universidade de Los Andes, os colegas foram atacados pela polícia quando protestavam para exigir a libertação de outros estudantes detidos, bloqueando uma rua daquela cidade com fogo em pneus e arames.

"Reprimem-nos com munições não permitidas, porque recolhemos os cartuchos que dispararam e não são de balas de borracha tradicionais, o que viola os direitos humanos", denunciou.

Em Táchira, 840 km a sudoeste de Caracas, a polícia bloqueou os acessos à Universidade Católica, devido à presença de encapuzados e lixo nas proximidades da instituição.

Em Caracas, moradores de Santa Rosalia bloquearam a circulação na Autoestrada Francisco Fajardo, em protesto pela falta de água.
Há mais de três meses são registrados diariamente protestos em várias regiões da Venezuela, devido à crise económica, inflação, escassez de produtos, insegurança, corrupção, ingerência cubana e à repressão por parte de organismos de segurança do Estado.
Durante os protestos, morreram mais de 40 pessoas e milhares ficaram feridas.

Milhares de cidadãos foram detidos e 160 investigações abertas por violações de direitos humanos dos manifestantes, incluindo tortura.

(Agência Brasil)

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