O presidente da Catalunha, Artur Mas, afirmou que os habitantes da região têm o direito de decidir sua separação da Espanha e deixou claro que seguirá adiante com os planos para promover um referendo em 9 de novembro, o que o governo central se comprometeu a impedir.
Líder da região de sete milhões de habitantes, Mas está buscando uma fórmula jurídica para realizar uma votação não-vinculante, porém o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, disse que qualquer formato é ilegal. "O governo central tem que abandonar a sua miopia política. Que simplesmente não se meta em uma consulta que vai ser feita estritamente na Catalunha", disse o político de 58 anos.
O líder do partido nacionalista Convergència i Unió (CiU) disse ser difícil sufocar o movimento independentista catalão oferecendo uma solução negociada como uma reforma da Constituição que dê às diferentes comunidades autônomas, como a Catalunha, mais independência no momento de governar, incluindo temas de arrecadação de impostos.
Embora o diálogo com Madri esteja estancado, a CiU irá propor neste mês ao Parlamento catalão uma lei que assentará as bases da consulta de 9 de novembro, apenas dois meses depois de um referendo independentista na Escócia. "O Estado espanhol, quando aceitar a consulta, o que tem que fazer é convencer os catalães de que é melhor ficar na Espanha, como faz o governo britânico", declarou Mas, que afirmou que um "sim" na Escócia seria bom para a Catalunha.
(DOL com informações da Reuters)
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