O governo de Cristina Kirchner criou uma nova secretaria, que foi batizada de Secretaria de Coordenação Estratégica para o Pensamento Nacional. Será um órgão vinculado ao Ministério da Cultura.
O nome da secretaria poderia ter sido ainda maior. O futuro secretário, o filósofo Ricardo Foster, disse ao jornal "Clarín" que inicialmente pensou-se em batizar o órgão de Secretaria de Coordenação Estratégica para o Pensamento Nacional e Latino-Americano, mas, como ia ficar longo demais, optaram por tirar o "latino-americano".
A pasta terá a função de "assessorar e melhorar as propostas em questões do pensamento nacional e latino-americano". Também deverá interagir "com as diferentes usinas de pensamento existentes no país, com o objetivo de promover e lhes dar um marco maior de institucionalidade". E, finalmente, "convocar todo o arco político, intelectuais, docentes e representantes dos institutos históricos que atuam na órbita do Ministério da Cultura para tomar parte das grandes linhas a serem pesquisadas".
A oposição qualificou a nova criação do governo de fascismo. O deputado oposicionista Federico Pinedo declarou que "é patético e deplorável designar um secretário de pensamento nacional como se o que não fosse kirchnerista não fosse nacional; isso é fascismo velho. É uma divagação reacionária e primitiva". Também afirmam que o novo órgão é uma retribuição ao Carta Aberta pelo apoio do grupo.
Forster rechaçou a alusão ao fascismo: "Quem tiver honestidade intelectual e se dedicar a ver o que eu escrevi ao longo da minha vida sabe que venho de uma tradição plural, democrática". Ele afirmou que o pensamento nacional é a "confluência de tradições que formam a tradição argentina".
(DOL com informações da Folhapress)
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