O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, cancelou nesta segunda-feira (30) o acordo de cessar-fogo alegando "atividades criminais" por parte dos separatistas pró-Rússia no leste do país. "Após examinar a situação, decidi na qualidade de comandante das Forças Armadas, não prorrogar o cessar-fogo de forma unilateral", declarou Poroshenko, em pronunciamento à nação.
Anteriormente, Poroshenko e o presidente russo, Vladimir Putin, haviam chegado a um acordo para negociar a adoção de um cessar-fogo bilateral entre os separatistas e Kiev, segundo informação de Paris."Atacaremos os separatistas", acrescentou ressaltando que a Ucrânia não está, no entanto, desistindo de seu plano de paz.
"Estamos dispostos a retomar o cessar-fogo a qualquer momento, quando virmos que todas as partes acatam os pontos essenciais deste plano de paz", disse o presidente ucraniano.Merkel, Hollande e Putin haviam pedido a Poroshenko que prolongasse o cessar-fogo unilateral, esperado para terminar às 19h (16h de Brasília) desta segunda.
Poroshenko, recém-eleito, já havia estendido o cessar-fogo, como parte do plano para conter os conflitos que já mataram mais de 400 desde abril. Em resposta ao cessar-fogo unilateral de Kiev, líderes separatistas de Lugansk e Donetsk também haviam anunciado um cessar-fogo até o dia 27.
No entanto, Kiev acusou os rebeldes de várias violações ao cessar-fogo. Pelo Twitter, o Ministério das Relações Exteriores disse na sexta (27) que soldados ucranianos foram mortos desde o cessar-fogo.
(Folhapress)
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