O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que o "potencial da cooperação econômica e comercial com o Brasil não foi 100% realizado", e que vai propor medidas para diversificar os laços entre os dois países.
Putin chega ao Brasil para a final da Copa no domingo (13), e depois participa da reunião de cúpula dos Brics (acrônimo com as iniciais inglesas de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul que designa o grupo dos principais países emergentes). A Rússia sediará a próxima edição do Mundial, em 2018. Em entrevista à agência de notícias estatal russa Itar-Tass, Putin afirmou que "a instabilidade econômica" provocou a queda do intercâmbio entre os países em 2013.
Naquele ano, o saldo comercial brasileiro ficou superavitário em US$ 2,4 bilhões, embora neste ano esteja até aqui favorável à Rússia.
Defendeu maior transferência de tecnologias e a integração econômica. Hoje a carteira de comércio é dominada pela exportação de carnes brasileiras - com o levantamento de embargos, há aumento expressivo na compra russa de bovinos, e há expectativa de isso aumentar com as sanções europeias a Moscou devido à anexação da Crimeia. Do lado russo, vende-se muitos produtos químicos e insumos agrícolas.
Sobre política, Putin voltou a defender a presença do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, velha aspiração do Itamaraty. Considera o país "parceiro estratégico" na América do Sul, e repetiu suas críticas à "hipocrisia" na relação entre parceiros na área de espionagem - referência ao caso da espionagem norte-americana a líderes aliados.
"O século 21 é global e interdependente. Por isso, nenhum país consegue resolver os principais problemas sozinho", afirmou, alfinetando os Estados Unidos.
(Folhapress)
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