O Exército israelense iniciou, na noite de ontem (17), uma ofensiva terrestre na Faixa de Gaza, após dez dias de bombardeios aéreos no conflito entre as forças armadas de Israel e grupos palestinos. Os combates provocaram a morte de pelo menos 237 pessoas, sendo que 80% desses seriam civis.
Segundo informações de fontes oficiais, pelo menos 18 palestinos e um soldado israelense morreram nas primeiras horas do ataque terrestre. A nova investida de Israel envolve ações de infantaria, artilharia e inteligência.
“Após dez dias de ataques aéreos, marítimos e terrestres do [grupo islâmico] Hamas e das sucessivas recusas para acalmar a situação, o Exército lançou uma ofensiva terrestre na Faixa de Gaza”, diz comunicado divulgado pela força militar israelense.
O objetivo da operação, segundo o Exército, é proteger os israelenses e "esmagar o Hamas", que controla a Faixa de Gaza.
Diversas tentativas de cessar fogo fracassaram, como a proposta de acordo feita pelo Egito, no início da semana. No entanto, Israel retomou o ataque na Faixa de Gaza com alegação de que o Hamas não teria respeitado a trégua.
As investidas de Israel na Faixa de Gaza foram criticadas, ontem (17), pela presidente do Brasil, Dilma Rousseff. A posição da diplomacia brasileira é que devem ser criados dois Estados - o de Israel e o da Palestina - na região. O Ministério das Relações Exteriores também considerou o ataque terrestre de Israel como um “grave retrocesso nos esforços de paz".
(DOL com informações Agência Brasil e UOL)
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