Governos de alguns países, como a França, temem o surgimento de movimentos antissemitas entre as diversas manifestações de apoio ao povo palestino que ocorrem pelo mundo. Neste final de semana, cidades da França, do Chile e da Bélgica tiveram passeatas contra os ataques israelenses na Faixa da Gaza. Algumas delas terminaram em gestos de violência contra o povo judaico.
O ministro do interior francês, Bernard Cazeneuve, classificou como “violência antissemita” os distúrbios que ocorreram na comuna de Sarcelles, ao norte de Paris, ontem (20). Na manifestação pró-palestina, lojas foram saqueadas, dentre elas estabelecimentos de alimentos judaicos. 18 pessoas foram detidas nos protestos.
A crescente violência, na França, fez o presidente François Hollande proibir manifestações sobre o conflito na Faixa de Gaza. Mesmo assim, neste domingo, jovens foram às ruas de Paris para protestar contra a atuação israelense em Gaza, sendo reprimidos pela polícia.
Em Bruxelas, na Bélgica, no último sábado (19), uma passeata pacífica de apoio ao povo palestino terminou com cenas de violência causada por cerca de 100 jovens. Vidros de carros foram quebrados, e bandeiras de Israel e dos Estados Unidos foram queimadas. Os jovens gritavam palavras de ordem como “morte aos judeus”.
Em Santiago, no Chile, diversos cidadãos também tomaram as ruas para pedir o cessar-fogo na Faixa de Gaza. O país da América do Sul tem a maior comunidade de palestinos fora do mundo árabe (estimada em 400 mil pessoas).
(DOL com informações Agência Brasil e Folhapress)
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