A ministra da Mulher no Marrocos, Bassima Hakaui, voltou a gerar polêmica nesta terça-feira (22) ao afirmar que “os debates políticos não são para as mulheres”.
O comentário se baseou em um fato que ocorreu no último 8 de julho, quando o presidente islamita Abdelilá Benkirán, apresentava o balanço do Executivo perante o Parlamento. O evento era supostamente muito aguardado, mas só alcançou 5% de audiência.
Hakaui comentou a situação afirmando que "As pessoas com educação estavam na mesquita para a reza da tarawih (oração noturna durante o Ramadã) e só as mulheres e as empregadas domésticas estavam vendo TV", sugerindo que as mulheres não prestariam atenção a temas políticos, que deveriam se restringir à população masculina. A afirmação repercutiu pelo mundo e gerou diversas críticas e comentários negativos nas redes sociais.
Há mais de dois anos no cargo, Hakui acumula declarações infelizes e polêmicas, como a de ser contra a lei (já extinta) que permitia a um estuprador não ser preso caso se casasse com sua vítima. A ministra também sugeriu ainda que o governo e as famílias tomassem "medidas que acompanhem o casamento da menor com seu estuprador para que não fracassasse".
Recentemente, a ministra defendeu o presidente Benkirán, que definiu o papel das mulheres como luzes ou "lâmpadas" nas famílias. O governante havia indagado ironicamente: "Não sabem que quando as mulheres saíram de suas casas, as casas se apagaram?", o que não foi contestado por Hakui.
(DOL)
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