O número de vítimas do terremoto que atingiu o sudoeste da China no domingo (3) subiu para 398 pessoas, noticiou a mídia estatal nesta segunda-feira (4). A China disse ter enviado mais de 20 mil militares, policiais e bombeiros para o local do desastre. O premiê Li Keqiang visitou a localidade nesta segunda, informou a agência de notícias estatal Xinhua, e solicitou uma ação rápida para a localização dos desaparecidos e das pessoas presas nos escombros.
O tremor em uma região remota da província Yunnan provocou o desabamento de cerca de 12 mil construções, incluindo escolas, informou a Xinhua. Os feridos somam 1.800.
De acordo com o presidente da China, Xi Jinping, a prioridade das autoridades agora é encontrar pessoas que tenham ficado sob os escombros e dar resguardo aos moradores da região afetada, já que o medo é de que, nas próximas horas, ocorram réplicas e mais deslizamentos de terra.
A área é remota e exclusivamente agrícola, com casas velhas e de madeira muito vulneráveis a tremores. As autoridades atribuíram o elevado número de vítimas à fragilidade das casas, a densidade de população da área afetada e a pouca profundidade do epicentro terremoto, o que aumentou a possibilidade de desastres secundários como deslizamentos de terra.
O epicentro do terremoto foi na cidade de Longtoushan, no distrito montanhoso de Ludian. "A maior parte das casas não estava preparada para terremotos (...) e Ludian é reconhecida pelo governo como uma zona especialmente pobre. A cada quilômetro quadrado de casas há uma média de 265 pessoas, o dobro que a média provincial", informou a Administração Sismológica da China em comunicado.
Conforme os últimos dados divulgados, o terremoto afetou mais de um milhão de pessoas na cidade de Zhaotong -onde fica o condado de Ludian- e na vizinha Qujing. Mais de 230 mil pessoas já saíram de ambas as cidades.
Tremores de terra são comuns na região. Um terremoto na província de Sichuan, também no sudoeste chinês, matou mais de 70 mil pessoas em 2008.
(Folhapress)
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