Mais de 400 crianças morreram e 2,5 mil ficaram feridas nos bombardeios do Exército israelense em Gaza, indicou ontem o Unicef, que calcula que 370 mil menores precisam urgentemente de ajuda psicológica para ultrapassar esta situação traumática.
Se se comparar a demografia de Gaza com a dos Estados Unidos seria como se 200 mil crianças norte-americanas tivessem morrido, disse à imprensa Pernille Ironside, que dirige o gabinete do Unicef em Gaza.
Ironside assinalou que não há eletricidade no território palestino, controlado pelo movimento islâmico Hamas, e que os sistemas de água potável e de saneamento não funcionam, de modo que o risco de surgirem doenças transmissíveis e diarreia é iminente.
“Há que ter em conta o tamanho da Faixa de Gaza. São 45 quilômetros de comprimento por seis a 14 [quilômetros] de largura e não há uma única família que não tenha sido diretamente afetada por alguma perda”, adiantou. “A destruição é total. Usaram armas horríveis que provocam amputações terríveis. E isto aconteceu diante dos olhos das crianças, que viram morrer os seus amigos, os seus pais”, disse Ironside.
Ironside disse ainda que 142 escolas na Faixa de Gaza, incluindo 89 da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos, ficaram danificadas nos bombardeios israelenses.
Para responder ao disparo de foguetes palestinos contra seu território, Israel lançou em 8 de julho a Operação Margem Protetora, que já causou pelo menos 1.850 mortos palestinos. Do lado israelense morreram 64 soldados e três civis.
(Agência Brasil e Lusa)
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