O grupo palestino Hamas afirmou, hoje (08), que não prolongará o cessar-fogo com Israel, que estava sendo mantido há três dias e foi conquistado após mediação do Egito. O movimento islâmico declara que Israel não atendeu nenhuma das exigências feitas pelo Hamas, como o fim dos bloqueios israelenses na Faixa de Gaza, com a permissão para a construção de um porto marítimo, por exemplo.
Após as declarações sobre o fim do cessar-fogo, o Hamas voltou a realizar ataque a Israel, lançando pelo menos dez foguetes na madrugada de hoje. Há pressões dos grupos armados palestinos, como as brigadas Al-Qassam, para que os confrontos prossigam. Uma passeata com diversos moradores da Faixa de Gaza foram às ruas, na tarde de ontem (07), gritando “resistência, resistência, resistência”.
As negociações ainda continuam na cidade de Cairo, no Egito, e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que “não está certo que a batalha tenha terminado”. Netanyahu também disse que é possível encontrar “solução pacífica” e que Israel não possui nada “contra o povo de Gaza”.
A operação Barreira Protetora, do Exército de Israel, iniciou no último dia 08 de julho e já deixou mais de 1.890 palestinos mortos (essencialmente civis) e 67 israelenses (destes, apenas três civis). Mais de 430 crianças da Faixa de Gaza foram mortas no conflito, de acordo com o Ministério palestino da Saúde.
(DOL com informações UOL)
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